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sábado, 15 de setembro de 2012

A Estrada de Ferro


Em 06 de novembro de 1875, com a presença do presidente da Província de São Paulo (Governador), Dr. Sebastião José Pereira e demais autoridades, foi inaugurada solenemente o tráfego na estrada de Ferro entre São Paulo e “Moji” das Cruzes. O trem inaugural saiu da estação do Norte (Braz) às 10h00min da manhã e chega à estação de “Moji” ao meio dia, onde foi recebido com grande júbilo pela população e autoridades do local.
Nesta mesma data foi inaugurada a estação do Lajeado onde o povo, com grande ansiedade aguardava a inusitada novidade, o primeiro trem a passar pela nova estação. Este fato ocorreu por volta das 11h00min horas da manhã do dia 06 de novembro de 1875. Em 12 de maio de maio de 1877, os trilhos da estrada de ferro paulista, com bitola entre trilhos de 1.00m, alcançaram a cidade de Cachoeira Paulista onde se encontrava com a Estrada de Ferro D. Pedro II, que possuía bitola 1.60 m, que vinha do Rio de Janeiro. Nesta estação acontecia a baldeação de passageiro e cargas de um trem para o outro.
O crescimento da população ocorrido nas proximidades da nova estação ficou conhecido como Lajeado Novo, para diferenciar do antigo. Em 1924, ainda pertencente ao distrito de Itaquera, a estação de trem muda o seu nome para “Carvalho Araujo”, em homenagem a um antigo diretor da Central do Brasil, Dr. João Carvalho Araujo. Em 1945, através de lei, em homenagem à antiga nação indígena guaianás.

Fontes: http://www.itaimpaulista.com.br/portal/index.php?secao=news&id_noticia=2064&subsecao=34

A história da formação do bairro após período colonial


Em 1920, com a abertura de loteamentos para chácaras e lotes populares, anunciados em jornais, o bairro começou a se desenvolver. A instalação de olarias no bairro ajudou a dar impulso à região. Chegaram os europeus que iniciaram um pequeno comércio cultivando uvas para a fabricação de vinho, fabricaram outras utilidades. O crescimento do bairro foi demorado. A partir da inauguração da Nitro Química, em São Miguel, em 1937, que necessitava de muitos trabalhadores, a região começou a receber um grande número de migrantes vindo do nordeste e do norte de Minas, que além de procurar trabalho no bairro vizinho, também se locomoviam para trabalhar nos bairros da Mooca e do Brás, se locomovendo através dos trilhos da Central do Brasil. Os preços dos terrenos baixos também contribuíram para o desenvolvimento populacional do bairro. A maioria das casas era construída em sistema de mutirão.

Fonte: http://www.itaimpaulista.com.br/portal/index.php?secao=news&id_noticia=2064&subsecao=34

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Dados demográficos do bairro de Guaianases

Distritos Área (km2)
17,80


 População (1996)

226,667

 População (2000)
255,707

População (2010)
268.508


Densidade Demográfica (Hab/ Km2)
15.085


Fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/subprefeituras/dados_demograficos/index.php?p=12758

Todo Brasileiro é Guaianases!


Todo brasileiro, é muito provavelmente, descendente dos Guaianases. Se você ficou curioso com essa informação, eu explico: No D.N.A. de cada um brasileiro, muito provavelmente corre o sangue dos índios Guaianases, que habitavam grande parte do estado de São Paulo, à época do descobrimento e cuja tribo, deu o nome ao bairro de Guaianases, no extremo leste da capital de São Paulo; que é uma pequena parte do que eram suas enormes possessões.
Eu digo que todo brasileiro é, na verdade guaianás, isto porque antes da primeira expedição portuguesa colonizadora do Brasil aportar às costas brasileiras, terra que àquela época se chamava Pindorama; um português sobreviveu ao naufrágio de seu navio. Era João Ramalho. Ele teve a sorte de naufragar em mares pertencentes aos índios Guaianases, que era a única tribo brasileira, que não comia carne humana; ou seja, não antropófaga. Era a tribo mais evoluída da terra de Pindorama, que hoje se chama Brasil.
João Ramalho tinha muitas mulheres índias à sua disposição. Era, provavelmente, pai de vários filhos, quando conheceu Bartira, filha do Cacique Tibiriçá, Chefe dos Guaianases. João Ramalho fez de Bartira, sua preferida e continuou a obedecer alegremente, o mandamento Divino “crescei e multiplicai”. Dessa mestiçagem, surgiram os primeiros “mamelucos” como eram chamados os mestiços de branco e índio. Os mamelucos, unidos aos portugueses nas Entradas e Bandeiras, ganharam os sertões e se fixaram, tornando-se os conhecidos “caboclos” e no litoral, chamavam-se “caiçaras”.
Mameluco, na língua Tupi é “Curimboca” ou “Curimbaba” cuja definição, no dicionário da língua Tupi, é: mistura de índio com branco. Os Guaianases eram uma das maiores tribos da grande nação Tupi, que habitava quase todo o litoral do Brasil e grande parte do interior.
A miscigenação entre brancos e índios, ocorreu, maciçamente, com os índios Guaianases, que eram os donos das terras onde hoje se situa toda a Grande são Paulo, cidades circunvizinhas e todo o litoral próximo. As outras tribos, por serem mais selvagens, colaboraram em menor índice, para a miscigenação.
A língua portuguesa falada no Brasil, tem muitas palavras tupi. Carioca é uma palavra tupi, que significa “casa de branco” “cari” = branco, “oca” = casa. Itaquera significa “pedra dura”, Jabaquara significa “homem que voa”, ou “senhor do vôo”. Arapuca é “armadilha”. Capim é mato fino.
Os índios Guaianases se sentiam os melhores! Se achavam os mais importantes e inteligentes. E eram mesmo. Dominavam praticamente todo o estado de São Paulo. Tibiriçá, o Cacique dos Guaianases, devido a sua importância, está sepultado na cripta da Catedral da Sé. O Guaianas Tibiriçá era chamado de “Maioral” ou “Vigilante da terra”. A maloca central da tribo Guaianases, até meados dos anos 60, ficava nas imediações de onde hoje fica a caixa d´agua, no centro do bairro de Guaianases.
Daí pode se concluir que a origem do povo brasileiro, este que nós vemos hoje andando nas ruas de todo o país, surgiu, da mistura entre os portugueses e os guaianases. Assim, em linhas gerais, todo brasileiro é de Guaianases, inclusive aquele que nasceu no Morumbi, que alias, na língua dos Guaianases significa “morro ou colina verde”!
Reprodução autorizada desde que citada a fonte. FRANKLIN KARBSTEIN é advogado e foi Professor de Historia do Brasil. É presidente do CONSEG Guaianases. Caixa postal 1409 cep 01059-970 Email: franklin@conseg.org site www.conseg.org serviço: 65571966 - 92397785.
Crédito da imagem: http://www.migalhas.com.br

História do Bairro Guaianases


Bairro originado de aldeamento indígena, de onde provém seu nome. Por volta de 1820 os índios já estavam extintos e a terra encontrava-se em mãos de particulares. No Vale do Ribeirão Lajeado, em terras pertencentes à família Bueno, foi edificada uma pousada e uma pequena capela para recepção dos viajantes que cruzavam a região. Atualmente o Cemitério Lajeado localiza-se nas referidas terras.

A Capela de Santa Cruz do Lajeado, edificada por determinação do Sr. Manoel Joaquim Alves Bueno, foi inaugurada no dia 3 de maio de 1861. Em torno da capela o povoado de Guaianases desenvolveu-se, tendo ficado a data da inauguração do pequeno templo religioso como o início do bairro. A partir de 6 de novembro de 1857 a área em torno da capela passou a ser designada de Lajeado Velho e o entorno da Estação Ferroviária foi chamado de Lajeado Novo.

Neste último núcleo de povoamento construiu-se, ao final do século XIX, a Capela Santa Cruz. A primitiva Capela de Santa Cruz do Lajeado teve sua padroeira trocada para Santa Quitéria, a fim de que esta capela não fosse confundida com a capela do Lajeado Novo. Nas terras ocupadas por moradores dispersos pelo território eram cultivados produtos agrícolas - verduras, frutas, flores - e agropecuários.

O bairro encontrou algum desenvolvimento por volta de 1920. A instalação de olarias na região e a chegada da Estrada de Ferro Norte deram impulso à área. Pelos trilhos vieram os imigrantes italianos estabelecendo-se como comerciantes, fabricantes de vinho, fabricantes de tachos de cobre, ferreiros e carpinteiros. Os espanhóis também se fariam presentes a partir de 1912 para dedicar-se à extração de pedras através das Pedreiras Lajeado e São Matheus.

O crescimento de Lajeado foi lento e embasou-se na presença de imigrantes e de migrantes. A partir da segunda década do século XX a região começou a receber um grande número de migrantes nordestinos, que representariam parte significativa da população local. Mão-de-obra não especializada, os moradores passaram a desempenhar as diversas tarefas requisitadas pela cidade que crescia em ritmo frenético.

A baixa remuneração fez brotar um bairro embasado na autoconstrução, com residências muitas vezes erguidas em área de risco.

Em 30 de dezembro de 1929 Lajeado era elevado à condição de Distrito. Os primeiros loteamentos de Lajeado surgiram a partir da segunda década do século XX, como Vila Iolanda (1926), CAIC (1928), Princesa Isabel (1928) e parte da Fazenda Santa Etelvina (1926), que abrigou famílias alemãs e austríacas.

A Fazenda Santa Etelvina ligou-se à Estação do Lajeado através de um ramal particular, que funcionou de 1908 a 1937. Através dos trilhos da fazenda vários produtos eram escoados lenha, tijolos, pedras, carvão e produtos agrícolas. Mesmo com um crescimento populacional significativo (aproximadamente 1600 pessoas), em 1934 só havia um estabelecimento escolar: a Escola Reunidas de Lajeado (1837). A Agência de Correios data de 1837; em 1895 criou-se uma subdelegacia de polícia. Havia duas Agremiações esportivas, o Atlas Lajeadense F.C. (1915) e a União F.C. (1934). As duas agremiações fundiram-se em 1946, dando origem ao atual Guaianases F.C.

O bairro recebeu o nome oficial de Guaianases em 24 de dezembro de 1948. Em 1950 a população de Guaianases ultrapassava 10.000 habitantes, configurando-se naquela ocasião como bairro-dormitório. Por essa época a ligação com o centro da cidade dava-se através de uma Maria Fumaça, que perderia seu lugar para os trens elétricos a partir de 1958. O crescimento desordenado do bairro - alavancado sobretudo a partir de 1940, com a intensificação das migrações permitiu a ocupação de áreas de manancial e de regiões sujeitas a enchentes e de alto risco para o estabelecimento de moradias.

O déficit de moradias é um problema que reclama solução urgente,a fim de evitar a continuidade de áreas perigosas e insalubres.
 
Hoje Guaianases é um distrito da região Leste 2 da cidade de São Paulo. Região de extrema pobreza, assim como a maioria dos bairros localizados nas bordas da cidade, é servido pela linha E da CPTM, que dá acesso ao centro da cidade e a município do Alto Titê, como Ferraz de Vasconcelos, Poá, Suzano e Moji das Cruzes. Segundo a ortografia vigente, o nome correto do distrito é Guaianases com 's', pois deriva do nome da etnia autóctona guainás.

Durante a pesquisa encontrei este vídeo que relata um pouco sobre o bairro que nasci, ao assistir este vídeo pude perceber a riqueza de um bairro que nem todos os paulistanos conhecem, um bairro que faz parte da história do estado, pude vê lugares que sempre passo por peto que não sabia da grande riqueza e história que aquele lugar guarda.






MINHA HISTÓRIA

Meu nome é Tatiane, tenho 26 anos nasci em São Paulo no bairro de Guaianases.
Sou filha de paulistanos, e neta de brasileiros.
Meu avô paterno é baiano e minha avó paterna é mineira.
Meu avô materno era mineiro e minha avó materna paulistana.



Desde criança escuto várias histórias sobre dia em que eu nasci, foi no dia 15 de outubro de 1986, desde que meus pais se casaram sempre moraram no bairro do Itaim Paulista, um bairro visinho ao de Guaianases.

Guaianases é um bairro que está situado no extremo leste dá  cidade de São Paulo na divisa com o município de Ferraz de Vasconcelos. Constituiu-se como um dos grandes bairros da cidade e, juntamente com o  bairro Itaim Paulista, era a porta de entrada dos viajantes que vinham do Vale do Paraíba para a cidade de São Paulo ou saiam em direção à cidade do Rio de Janeiro nos tempos do Brasil Colônia.
A atual estrada do Lajeado, nos tempos idos, era chamada da Coroa, e nela, em 24 de agosto de 1822, o príncipe D. Pedro I passou por estas bandas fazendo pousada na freguesia da Penha, onde, no dia seguinte triunfalmente na cidade de São Paulo que em festa o aguardava. E duas semanas depois proclamava a nossa independência.
Ao retomar para o Rio de Janeiro, voltou a pisar em terras guaianases, naquele tempo conhecido como pouso do Lajeado, local onde os animais dos tropeiros descansavam e bebiam na nascente do atual córrego do Lajeado que era conhecido como córrego: Imbiacica.
Neste ano de 2012, comemora-se 83 anos da criação do distrito, fato acontecido em 30 de dezembro de 1929, desmembrado do vizinho distrito de Itaquera, criado em 27 de dezembro de 1920 e que por sua vez foi desmembrado do distrito de São Miguel, criado em 16 de maio de 1891. 

Minha avó materna morava no bairro da cidade de Tiradentes, um bairro que até pouco trmpo atrás era subsidiado pelo bairro de Guaianases, quando minha mãe estava perto de me dá a luz, meu pai não tinha carro e trabalhava então como um bebê pode nascer a qualquer momento e, já estava tudo planejado para eu nascer no hospital central de Guaianases, eles acharam por bem minha mãe passar os últimos dias de gravidez com sua mãe, além do que seu irmão tinha carro o que ficaria mais fácil, quando o bebê resolvesse nascer.
Hoje continuo morando em São Paulo, no mesmo bairro de sempre Itaim Paulista, mas como é um bairro bem próximo ao de Guaianases, não perdi contato com minhas raízes, pois sempre que tenho que me locomover até a região central de São Paulo, utilizo o trem da linha E da CPTM, que fica localizada no bairro, além de utilizar o comércio e até mesmo os serviços médicos do hospital que nasci.